Viagem

Viajando Sozinha - Ouro Preto - Belo Horizonte - Gruta da Lapinha

03:03

Minha viagem para Minas Gerais, foi minha segunda viagem sozinha mundo afora. Começou assim... eu tinha ido visitar minha família em Fortaleza e na hora de comprar o trecho da volta percebi que se eu comprasse um trecho com parada em BH e depois de volta pra Porto Alegre sairia pelo mesmo valor que se comprasse a passagem direta e foi aí que começou minha indiada. Apenas com uma mochila e gastando o mínimo possível eu resolvi me aventurar e conhecer esse pedaço do Brasil ainda estranho pra mim.  


Primeiro dia Fortaleza - Ouro Preto


Cheguei em BH por volta das 5 da manha. O aeroporto fica longe do centro e da rodoviária e um táxi sairia bem caro, mas descobri aqui na comunidade que existe esse ônibus que sai do aeroporto e para em vários pontos do centro e inclusive na rodoviária de onde eu tinha que pegar o ônibus pra Ouro Preto. Esse ônibus custa R$8,70 (http://www.conexaoaeroporto.com.br/). De lá da rodoviária de BH para Ouro Preto é pouco mais de 1 hora, e eu recomendo que não durmam pois a vista compensa todo o trajeto...muitas montanhas lindas e a estrada passa sempre ao lado do despenhadeiro (tanto que eles chamam de estrada da morte) é incrível...as medrosas durmam, hehehe. 


Cheguei em Ouro Preto já perto do meio dia. As chuvas nas semanas anteriores em Minas espantaram bastante os turistas e pra completar destruíram a rodoviária, então, a primeira surpresa, desci numa rodoviária improvisada. Liguei pro hostel que eu já havia reservado e perguntei se era próximo e se dava pra ir a pé, já pensando em economizar a grana do táxi. Disseram “Ah dá pra vir são umas 4 quadras”, pensei: “opa!”. Mochila nas costas lá vou eu para o albergue. De fato, quatro quadras, mas, cada uma devia ter uns 500 mts, cheguei morta.

Passado isso adorei o albergue, limpinho, muito espaço livre e uma vista espetacular da cidade. Fiquei desolada de saber que não tinha quase ninguém hospedado. Deixei a mochila, tomei um banho e parti pra explorar a cidade. Eu já tinha ideia de lugares pra ir, e foi bom ter porque nas informações turísticas eles não tinham nada, é bom não contar com isso.



É bem fácil conhecer Ouro Preto, os prédios históricos são auto-evidentes, você sai de um e já vê outro e outro, mas preparem as pernas, é um sobe e desce de ladeiras sem fim. As grandes atrações são igrejas e museus. Eu pessoalmente só entrei em uma porque são todas pagas, não tem guias dentro pra falar da história e nem pode fotografar, então achei que não valia tanto a pena, porque o mais legal é a arquitetura e essa é de graça.


Como tava sozinha tinha aquele velho problema de pedir para alguém tirar fotos, mas sempre dá pra pedir pra alguém. Minha estratégia é sempre dizer “que tal se eu tirar a foto de vocês e vocês a minha?”. Sempre funciona!

Voltei morta pro albergue e  fiquei na sala com o notebook e eis que me aparece um hospede. Puxei assunto pra saber de onde era e acabamos num papo muito agradável enquanto eu preparava meu jantar. Conversa vai, conversa vem, ele também tava sozinho viajando pelo Brasil e começamos a trocar informações sobre viagens. Três horas de papo decidimos descer e conhecer os bares. Os barzinhos não têm nada de especial, são universitários e alguns turistas mas pelo menos nessa época, nada muito movimentado. Meu amigo já estava indo embora no outro dia pela manha então voltamos pra descansar. 


Segundo dia – Ouro Preto

Logo cedo fui acordada por duas meninas que acabavam de chegar no hostel, levantei e fui tomar café, e puxei assunto com elas, e elas me convidaram para passar o dia passeando com elas. Não deu certo. Tive um problema com o meu cartão de crédito e tive de ficar esperando o banco abrir pra sacar dinheiro. Elas foram visitar as minas e adoraram. A noite fomos comer uma pizza e depois visitar outros bares. As meninas eram super animadas e eu descobri que ambas também saíram de casa pra viajar sozinhas (detalhe que elas são holandesas) e acabaram por se conhecer num albergue no Rio e decidiram tocar a viagem juntas. (Achei isso, mara!)

 
Terceiro dia – Belo Horizonte


No terceiro dia estava eu com umas 10 páginas de google maps pronta pra explorar o centro histórico de BH, mas depois de passar por alguns pontos no ônibus que vinha de Ouro Preto pra BH acabei percebendo que as atrações não eram lá uma “brastemp”, e tive certeza disso quanto conheci o Mercado Central que dizem ser atração imperdível. Não gostei. Só vi muito queijo e gaiola de pássaros e a muvuca era tão grande que o lugar ficou caótico e eu só queria sair de lá o quanto antes. Depois visitei o Mirante do Papa, a vista vale totalmente a pena, mas não tem o que fazer é só sentar e ficar olhando, então se tiver outras coisas pra fazer lá é jogo rápido. Resolvi visitar a gruta da lapinha há uns 50 km de BH. A gruta é muito bonita. Pra quem gosta desse tipo de atração vale bem a pena, mas não tem nada lá além da gruta. Eu pessoalmente achei que valeu a pena conhecê-la.

O Hostel de BH é bem legal e tem até piscina, porém o atendimento na recepção é ruim (ou foi ruim nesse dia). Eles ficaram sem internet o dia inteiro e não tomaram nenhuma providencia pra resolver o problema.

Fim da tarde eu fui conhecer a Pampulha. É um passeio dispensável pra quem tem pouco tempo ou pra quem não quer gastar mais porque a Pampulha é um pouco longe do centro. A igreja é pequeninha e não é essa brastemp.

O que eu achei mais legal em toda viagem é quebrar esse mito de que meninas não podem viajar sozinhas. Obvio que muitas precauções precisam ser tomadas antes, inclusive as psicológicas, porque é claro que eu tive uma baita sorte e, caso contrário, teria ficado três dias viajando sozinha. Mas isso também é algo que a gente precisa ajudar a sorte, porque sem tomar a iniciativa de conversar com as pessoas e sem mesmo ficar aberta para que elas conversassem comigo não teria sido possível.

Boa Viagem a todos!

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